Médicos decidem não paralisar serviços
Os médicos que integram o corpo clínico do Hospital Evangélico não vão mais paralisar as atividades no dia 4 de maio, conforme anunciado pela classe. A greve seria em função de a direção da unidade não arcar com os custos do sobreaviso, que é quando o profissional não está no hospital, mas permanece de prontidão para trabalhar em caso de emergência.
Em reunião com integrantes do Sindicato dos Médicos de Santa Catarina (Simesc), realizada na noite de ontem (13) no Hotel Monthez, o grupo decidiu por não recorrer à paralisação. A mesma, no entanto, não foi descartada de vez. Dos mais de 50 médicos que integram o corpo clínico da unidade, pouco mais de 15 estiveram presentes na reunião.
Apesar disso, o representante do Simesc na região de Brusque, Laércio Cadore, afirma que isso não dará argumento para que a direção do hospital desqualifique a ameaça de greve feita. “A maioria trabalha não apenas no Hospital Evangélico, mas também em outros hospitais e em clinicas”, disse ele para justificar a ausência de muitos.
Para Cadore, a luta dos médicos naquela unidade está começando e o fato de os presentes terem desistido, momentaneamente da paralisação, não significa enfraquecimento do pleito. “Aqui em Brusque, há alguns anos estivemos no debate do sobreaviso no Hospital de Azambuja, o que hoje é uma realidade. Chegou a vez do Hospital Evangélico”, frisou ele.
Participaram Cyro Veiga Soncini (presidente Simesc), Laércio Cadore (presidente Regional Simesc), Marco Aurélio Boos (secretário Regional Simesc), André Karnikowsky (tesoureuro Regional Simesc), Zulma Carpes (primeiro Secretário Simesc), Eliani Soncini (diretora Sócio-cultural Simesc}, Gilberto Veiga (diretor Jurídico Simesc), Rodrigo Leal (advogado Simesc) e Vânio Cardoso Lisboa (vice presidente Simesc).

